A transposição de uma das mais importantes obras literárias brasileiras do teatro para a realidade virtual, e a primeira produção 360° da Lemonade.
Grande Sertão: Veredas, dirigida por Bia Lessa e estrelada por Caio Blat, era uma das peças mais concorridas em cartaz. O CCBB queria que quem não conseguiu ingresso também tivesse contato com o espetáculo, e um trailer em vídeo não daria conta disso.
Em vez de assistir da plateia, o visitante entra na cena. A captação em 360 graus posiciona quem está com o óculos no meio do espetáculo, cercado pela encenação, uma perspectiva que nem quem comprou ingresso teve.
Levamos o público para o centro do espetáculo para viver um pouco de uma das peças mais emblemáticas de Guimarães Rosa.
Este foi o projeto que abriu a frente de captura imersiva na Lemonade. O aprendizado técnico e narrativo daqui, como dirigir atenção sem enquadramento e posicionar câmera onde não existe plateia, sustentou tudo o que veio depois, do Kyly às instalações de realidade virtual em operação.
Toda instituição cultural convive com a mesma tensão: a obra existe por tempo limitado, num espaço limitado, para um número limitado de pessoas. A realidade virtual não substitui a peça, mas estende o alcance dela para quem a fila deixou de fora, e guarda o espetáculo depois que a temporada acaba.