
Um filme imersivo para apresentar a 16 mil colaboradores uma das grandes operações da companhia no Brasil.
A State Grid leva ao Sudeste a energia gerada em Belo Monte, no Rio Xingu. É uma operação de escala continental e alto grau tecnológico, e 16 mil colaboradores precisavam compreendê-la sem ter como visitá-la. Distribuir um vídeo institucional comum resolveria a informação, não a noção de tamanho.
A captação em 360 graus põe o colaborador dentro da estrutura, em vez de mostrá-la de fora. Ele decide para onde olhar, e nesse gesto percebe a proporção real de algo que até então existia só como número em relatório.
Escala não se explica, se experimenta. Nenhuma tomada aérea comunica tamanho como estar no meio da coisa.
As animações 3D ficaram com o Estúdio Pimp e o áudio espacial com o Maestro Billy, a mesma dupla técnica do projeto do Grupo Kyly. Em 360 graus o diretor perde o enquadramento como ferramenta: é o som posicionado no espaço que faz o espectador virar a cabeça na hora certa, sem que ninguém mande.
Filmar em esfera exige um arranjo de câmeras apontadas para todas as direções ao mesmo tempo, montado e nivelado em campo. Não há enquadramento a escolher depois: o que a plataforma vê é tudo o que existe, e qualquer erro de montagem aparece na costura das imagens.
Empresa grande costuma tratar público interno como plateia obrigada a assistir. Mas o colaborador escolhe prestar atenção do mesmo jeito que qualquer outra pessoa. Colocar 16 mil pessoas dentro da própria operação resolve em minutos um entendimento que apresentação alguma entrega, e ainda devolve orgulho de pertença.